O
que está por detrás da estatização da vida? Por que a maioria das pessoas abre
mão da liberdade, preferindo se submeter aos cuidados do deus-Estado? Por que
essa entidade é tão importante para elas? Este livro discute estas questões,
chamando a atenção para a arena de conflitos insolúveis que é o espaço
público/estatal, demonstrando o quanto ainda somos escravos em função de uma
vida estatizada, em que tudo é controlado e regulamentado, de forma que
perdemos a autopropriedade e a propriedade de tudo que adquirimos.
“Quem é seu dono?” retoma a origem do Estado, entidade que
afronta a nossa natureza, a qual clama por liberdade, pelo exercício da
vontade, por individualidade, por defesa da propriedade e pela busca da
felicidade. Chama a atenção para a fantasia que é a representação estatal,
demonstrando que a realidade está na propriedade privada. Critica o culto ao
estatismo e a interferência estatal nas liberdades individuais com
consequências graves para a educação, a saúde, a segurança, a justiça e a
moeda, ao impedir que nossas vidas tenham relações baseadas em trocas
consensuais, sem ameaça de violência, que nossa ética pessoal não seja
suplantada pela vontade da maioria, que prosperemos e que tenhamos melhor
qualidade de vida.
É um livro que faz a defesa da privatização da vida em cem
por cento.
Como
seria a educação se não existisse mais o Ministério da Educação controlando
tudo? É aceitável que nossos filhos sejam tratados como “propriedades” do Estado?
É possível que meia dúzia de burocratas possa ter um cálculo pedagógico
suficiente para saber do que precisam os milhares de crianças e adolescentes
espalhados por esse país e mundo afora? Como era a educação antes do controle
estatal? Por que o currículo é o mesmo para todos se as pessoas são diferentes?
Essas e outras perguntas são
levantadas por este livro que procura polemizar com o que se prega em matéria
de educação.
Ele mostra que, sob o controle
do Ministério da Educação, não há como eliminarmos o fracasso do ensino. Até
poderemos melhorar os dados e o ranking, mas educação é mais do que estudantes
aptos a resolver cálculos matemáticos e a interpretar textos. Conta muito o
respeito a sua inteligência emocional, sua vocação para futuras ocupações,
valores positivos que são suficientes para promover sua vida para frente e,
principalmente, uma escola que atenda seus reais interesses, buscas e
necessidades, que são exclusivas de cada um.
O livro propõe como solução o
livre mercado em educação, de forma que qualquer pessoa, da dona de casa,
passando pela professora autônoma, a família, tutores ou donos de escolas
possam oferecer o serviço de educação que atenda aos interesses de cada
família. Isso poderia promover a aparição de experiência em educação jamais
imaginadas, e quem ganharia com isso seriam os estudantes.
O livro marca que educação não é
direito, mas simplesmente um serviço, um paradigma que muda totalmente as
concepções de educação, a começar pela percepção autoritária atual em que um
pai tem problemas com a lei se não manda seu filho à escola, se escolhe outra
pessoa para tutelá-lo ou se o educa em casa.
A concepção de livre mercado em
educação permitiria vislumbrar que a carga horária, o número de anos na escola,
o currículo e as metodologias deveriam ser escolhas dos pais, não a imposição
de um órgão estatal que dita como as coisas devam ser. Isso, inclusive,
acabaria com o debate entre conservadores e progressistas acerca de doutrinação
na escola, já que cada família escolheria para seu filho o tipo de escola que
estivesse em harmonia com seus valores.
“Pedagogia
do Indivíduo” opõe-se às pedagogias que, em cem por cento dos casos, têm uma
concepção coletivista de pensar a educação, o que fatalmente recai na formação
de pessoas condicionadas à servidão social, que aceitam se anular em prol do
bem comum, sacrificando-se, ou seja, aceitando ser um meio (objeto) para a
realização das utopias de grupos dominantes.
Ao
contrário dessa linha, o livro mostra a importância de se conceber o indivíduo
como um fim em si mesmo, o que significa retirar dele qualquer cobrança de
autossacrifício em prol do mundo ou qualquer estímulo à militância em prol da
justiça social e de ações ambientalistas.
Opõe-se:
à educação controlada pelo Ministério da Educação, de natureza padronizada e
inflexível; à ideia de bem comum; à doutrinação ética, moral, política e
religiosa; à ideia de uma escola maior do que a família e o estudante; à defesa
de utopias seja de direita ou de esquerda que justificam ensinamentos para que
a sociedade “dê certo”; e à análise das questões e problemas por meio de um
viés coletivista; e defende, no seu lugar: a Educação como um serviço demandado
pelas famílias, com formas alternativas e criativas para serem oferecidas de
acordo com o interesses delas; o bem individual acima de qualquer coisa com
limite único e exclusivo na vida, liberdade e propriedade do outro; o uso do
discernimento como verdadeiro guia da vida; a defesa dos pais como os
verdadeiros educadores porque têm a seu favor a vocação natural, da qual os
instintos e o discernimento são exemplos; a aceitação da realidade externa ao
indivíduo, com total ênfase nos cuidados pessoais, com o argumento de que a
melhoria da realidade advém das trocas voluntárias, do comércio, dos inventos, das
tecnologias, em fim, por meio do livre mercado; por fim, a favor de um viés
individualista na análise das questões.
Trata-se de uma pedagogia que vai pela contramão do que
existe em matéria de educação dentro e fora do Brasil.
AnarcoFilosofia faz
uma abordagem politicamente incorreta dos temas e da história da filosofia,
destacando a visão de mundo dos homens de negócio e das “pessoas de ação”, os
quais se orientam pelo discernimento, pela intuição e pelos instintos, em
contraste com o pensamento dos “homens de ideias” – os filósofos e os
intelectuais.
O livro revisa temas da filosofia, ao destacar que o
estudo da ética, por exemplo, é negativo
porque desconsidera a individualidade, já que tem em conta uma “verdade comportamental”,
o que, evidentemente, é contrário à ideia de liberdade individual e ao fato de
que o limite único para a ação humana deve ser a vida, a liberdade e a
propriedade alheia (a propriedade, em termos gerais), não uma ideia ou um
conceito de certo e errado criado por alguém. Destaca que o estudo da política apresenta as ideias sobre a
organização em torno do Estado, sem avançar para o questionamento desse ente
representativo, por exemplo, considerando ideias sobre o anarcocapitalismo e
seus pensadores.
Revisa também a história da filosofia, desde os
pré-socráticos, destacando a natureza coletivista e antinatural de muitas ideias
desses pensadores, sempre interessados ou sobre um ideal, que nega a vontade individual,
ou sobre a valorização de reflexões a respeito dos problemas sociais e
existenciais, que buscam tentar frear a ação das pessoas na aventura pela vida,
estimulando o enquadramento de seus comportamentos a padrões ou sistemas de
ideias, o que tende a trazer, como consequência, o autoabandono dos que se
rendem à contemplação delas.
A ideia do livro é fazer uma crítica aos sistemas de
ideias como sendo agressivos ao discernimento, ao instinto e à realização do
indivíduo, o que faz da filosofia, não um mecanismo de libertação pelo tal do
senso crítico, como se divulga, mas um estudo que cega o discernimento (um
mecanismo natural tão importante para iluminar a caminhada das pessoas) e estimula
um comportamento automático, porque baseado nas ideias alheias, não na maneira pessoal
de se ver as coisas, algo igualmente contrário à sua proposta de libertação,
conforme tanto se afirma. Dessa forma, o sujeito sai de um automatismo e passa
a outro, porque só muda de modelo de programação mental.
A orientação dos questionamentos e dos estudos
filosóficos consagrados busca chocar-se contra a Natureza e a ordem natural das
coisas, com uma proposta de “correção” do pensamento para se chegar a
definições, padrões e sistemas ideais, negando o que há de mais libertário na
vida humana, que é a vontade individual, algo bastante apreciado pelas “pessoas
de ação” e pelos homens de negócio, os quais querem viver a vida com fé,
natural ou religiosa, sem duvidar de como as coisas são e porquê são.
Boa parte dos questionamentos filosóficos, nesse sentido,
constitui-se em fantasias que não encontram paralelo na realidade, mas que
encantam cultivadores dessa matéria, que veem o pensamento como algo mágico
capaz de mudar as coisas e construir o mundo de suas utopias e das utopias dos
filósofos, da qual a assessoria de um pensador a um absolutista (ditador), como
pregava Voltaire, é um ótimo exemplo. E, sua prática nas escolas e
universidades, que tem uma orientação de subversão aos valores capitalistas, prega,
como substituto, os valores coletivistas e socialistas, jamais a libertação do
indivíduo do verdadeiro ente opressor, que é o Estado, porque, no fundo, trata-se
apenas de convencer quem é que controla melhor as pessoas para que a vida “dê
certo”: a esquerda ou a direita.
O livro também destaca o quanto a filosofia estimula a
desvalorização da observação e da práxis, como métodos de percepção da
realidade, porque seu estudo se centra no “mundo das ideias”.
E, finalmente, critica a investida dos intelectuais
contra os homens de negócios, tratados como inferiores e superficiais, e contra
as “pessoas de ação”, como sendo alienadas, apenas porque não leram Kant ou
Sartre.
Trata-se de uma abordagem que vai pela contramão do que
se ensina ainda hoje sobre filosofia nas escolas e nas universidades.
Animais
selvagens, em cativeiro, perdem o instinto de sobrevivência e, para que
regressem à vida natural, precisam ser treinados novamente, a fim de que possam
tentar recuperar esse instinto, pois, do contrário, teriam muitas dificuldades
de sobreviver, razão pela qual continuam no cativeiro, domesticados e, às
vezes, inofensivos, atendendo ao sorriso dos visitantes, mas dependentes de
serem cuidados para todo sempre.
O
cativeiro do ser humano é a escola.
Noé Amós Guieiro
Esta
epígrafe abre o livro “Pare de Acreditar na Educação”, apresentando vários problemas
da escola, entre os quais a destruição dos instintos humanos, como o senso de
autoproteção e de autopreservação, que são bombardeados com a justificação da
violação à vida, à liberdade e à propriedade por meio da defesa da compaixão ao
agressor/invasor e à sua história de vida.
O
livro demonstra como, na escola, nega-se o discernimento, que é o verdadeiro
guia da vida, anulando-o com ideias de certo e errado e de politicamente
correto, inclusive convencendo o estudante de que a voz de qualquer autoridade
é a verdade, e não o que ele enxerga por meio desse mecanismo de “luz natural”,
que é substituído pelo tal do senso crítico que, na realidade, é o senso
marxista com novo nome.
Nessa
escola, coloca-se o coletivo acima do individual, chama-se de egoísmo a busca
pessoal, a prosperidade e o foco na própria vida, fomentando a tese de que bom
ser humano é o que vive como escravo servindo gratuitamente às pessoas, enquanto
a cobrança por um serviço é vista como coisa de gente gananciosa e capitalista.
Assim, persuade-se o estudante para que gaste todos os neurônios para resolver
os problemas do mundo, gratuitamente, o que significa dizer, abandonando-se,
saindo diariamente de casa para lutar por um mundo utópico, claro, onde os
chefões e poderosos terão do bom e do melhor, enquanto ele terá de amargar a
escassez, a renúncia de sonhos pessoais e a desmoralização em casa pela família
e, fora dela, pelos amigos. Dessa forma, a busca da felicidade acaba sendo
massacrada com uma vida de autossacrifício para salvar o mundo em nome de uma
suposta justiça social.
É
uma escola que só tem um propósito: formar justiceiros sociais e
ambientalistas.
“Pare
de acreditar na educação” discute mitos, falácias e mentiras sobre educação,
como, por exemplo: A educação é realmente a base de uma sociedade melhor? Mostra
que, onde a educação está melhor, ela apenas foi consequência, não causa, da
dinâmica de um mercado mais aberto e livre, o que, inclusive, favoreceu o seu
desenvolvimento, como ocorreu com a Coréia do Sul, Xangai (China), Chile. Ou
seja, ela não foi o fator de alavancagem, mas recebeu o efeito de um mercado
mais livre.
O
livro apresenta exemplos de países que melhoraram seus indicadores em educação,
graças à força do Capitalismo de livre mercado, embora alerta para os problemas
do planejamento centralizado da educação, que é feito por meio do controle estatal
e da imposição de um currículo para todos, o que é contrário à própria ideia de
desenvolvimento do indivíduo, com respeito a seu tempo e a suas aptidões,
trazendo como exemplo o alto índice de suicídio entre jovens no Japão e na
Coréia do Sul, sendo a principal causa de mortes na adolescência. Além disso,
tal monopólio inibe a aparição de novas experiências de conceber a escola e de oferecer
serviços de educação mais satisfatórios e com base no anseio de muitas crianças
e de suas famílias.
“Pare
de Acreditar na Educação” discute inverdades como a que afirma que a educação é
fundamental para o crescimento do PIB de um país, chamando a atenção para o
fato de que o Brasil dos anos1960 cresceu a taxas elevadíssimas, entre 7 e 11%,
com educação para uma minoria, enquanto o Brasil da década de 2010 entrou na
maior recessão da história com educação para todos.
O
livro desconstrói mitos com temas bem radicais, como, por exemplo: “o que melhora
a produtividade é a tecnologia, e não a educação”; “exemplos de sucesso de
pessoas que não ligaram muito para a escola e das que não se importaram com o
ensino superior”; “livre mercado possibilita o enriquecimento das pessoas, e não
a educação”; “propriedade privada pacifica o mundo, e não a educação”; “livre
comércio também pacifica o mundo, e não a educação”.
O livro também procura demonstrar o
quanto essa educação é autoritária, impondo um vocabulário politicamente
correto; o quanto ela invade questões de foro íntimo, como a sexualidade, a
religião e os valores familiares. Demonstra o quanto a psicologia por ela
praticada é negativa, pois se vale do medo como instrumento de controle, ao
invés de focar a coragem; aliás, ela é uma destruidora ilimitada da
inteligência emocional, pois é contra o individualismo e contra todos os
elementos emocionais que deveriam estar a favor do indivíduo, como a coragem, a
autodeterminação, o hábito de tomar riscos calculados e a autoconfiança; tudo
isso é distorcido pelo fato de o indivíduo ser tratado como um meio para se
construir um projeto de sociedade a partir do desejo de grupos dominantes, especificamente
como um escravo a serviço da coletividade, ao invés de ser visto como um fim em
si mesmo, ou seja, como alguém livre para realizar-se como pessoa.
Desde
criança, passando pela adolescência e chegando à vida adulta, somos movidos por
inúmeros sonhos. Nem sempre temos claro que, para que as coisas aconteçam,
precisamos iniciar uma marcha na direção deles e muito menos de que as coisas
que pensamos sobre nós próprios e sobre a vida podem ser catapultas ou
obstáculos na concretização de muitos deles. Nesse sentido, qual a
interferência da escola em nossa vida?
Ela
seria positiva se o ensino se constituísse em um trabalho com atividades que
favorecessem o desenvolvimento de habilidades fundamentais para a vida, como a
linguística, o cálculo, as noções básicas do mundo, esportes, tecnologias e
matérias também do mundo real, como finanças, comércio e negócios, mas,
principalmente, se a escola não doutrinasse os estudantes com ideias contrárias
à natureza humana e aos valores da liberdade.
O
problema é que isso é posto de lado em nome de uma educação que supostamente humaniza,
que faça dos estudantes militantes em prol da luta por um mundo melhor, pela
justiça e pela igualdade social. Como resultado, eles aprendem, desde cedo, a
se abandonar para salvar o mundo e, no pacote desse estímulo espartano, vem uma
série de doutrinas e conceitos distorcidos da realidade que tende a confundir
sua cabeça e pode levar muitos a se perderem.
Você
não precisa de muito esforço para se lembrar de que, nessa escola, provavelmente
aprendeu muitas coisas que podem estar atrapalhando sua vida: você tem
obrigações sociais ou é livre de verdade para viver? Você deve se orientar
pelas ideias dos outros ou seguir sua intuição e seu discernimento? O
Capitalismo e a Revolução Industrial são dois vilões ou os responsáveis pela
melhoria nas condições de vida das pessoas em todo o mundo? A educação deve
domesticar as pessoas para a paz ou deve respeitar os instintos de autoproteção
de cada um? Os estudantes devem intervir na sociedade para melhorar as coisas
ou devem oferecer essa melhora por meio do trabalho, de inventos, de tecnologia
e de serviços? Os estudantes precisam aprender ética e valores ou devem ter
seus valores pessoais respeitados? Precisam ser estimulados a lutar para
construir uma sociedade justa e perfeita ou devem ser respeitados nas suas
buscas pessoais, entendendo que cada um é responsável pela própria vida? Devem
aprender a se colocar no lugar do outro ou devem ser respeitados para que fiquem
consigo mesmos? Devem ser educados a viver para aprender ou a viver para se
realizar?
Esses
são alguns pontos discutidos neste livro, que procura demonstrar o quanto essa
educação falha com estudantes que têm um ímpeto de realizar um projeto pessoal
de vida, mas são esmagados por uma escola coletivista que massacra qualquer
ideia de individualidade e de subjetividade em nome de uma política de salvação
do mundo.
O
magistério tem-se tornado uma profissão cada vez menos atrativa, em função das
condições de trabalho, que vão desde a baixa remuneração, passando pelo
estresse com riscos iminentes de doenças físicas e, principalmente, mentais,
pelos riscos de violação à integridade física do professor, já que a mental é
agredida diariamente, pela falta de apoio das famílias, pela cobrança de
cumprimento de metas estabelecidas pelos governos, pela tentativa constante de
controle da liberdade de cátedra por meio de programas prontos para serem
executados e pela imposição de uma metodologia tida como correta. Fora o
assédio moral implícito e até explícito nos cursos de formação, que tentam
convencer o professor de que ele é a causa do fracasso da educação.
Somem-se
a isso as intervenções feitas em sala de aula por gestores que invadem esse
espaço para ver como o professor está trabalhando, o que passa o recado para o
estudante de que seu professor não é confiável e não tem a competência necessária
para contribuir com sua formação. Temos também um conjunto de ideias
pedagógicas que são impostas como sendo mais eficientes do que o olhar do
professor que está diariamente em contato com a realidade e é aquele que, de
fato, sabe em que dose deve dar o “remédio” dos conteúdos curriculares.
Ainda
temos a exigência de aula diferenciada, a ignorância do papel da família na
educação da criança e do adolescente e a crença de que teorias possam ser mais
eficazes do que os instintos materno e paterno na condução da educação dos
filhos, para que a escola fique responsável apenas pelos conteúdos para o
trabalho e para a vida.
Por
fim, os professores são obrigados ao uso de um vocabulário politicamente
correto, e utilizar palavras diferentes não é uma opção, sob a pena de ser
tachado de inferiormente moral. Aliás, ele é doutrinado o tempo todo a seguir
uma “linha” ideológica e, da mesma forma, precisa adotá-la, caso contrário, vai
ser perseguido ou ter de viver no ostracismo.
Se,
no passado, o magistério tinha a adesão de muitas pessoas, não é o que ocorre
nos dias de hoje, pelo menos não no Brasil. E disso dão provas os próprios
estudantes que afirmam que não seriam professores pelo que testemunham em sala
de aula.
A educação que está aí agride o discernimento do estudante com a doutrinação que impõe; anula o individualismo e a liberdade individual, justificando isso com suas propostas coletivistas para uma sociedade melhor; massacra os projetos pessoais de vida com a imposição de autossacrifício para salvar o mundo e para garantir uma suposta justiça social; crê que burocratas e pesquisadores em educação podem fazer mais por uma criança e um adolescente do que seus pais; defende uma escola intervencionista na vida do estudante; prega um conceito de moral que ignora a medida de cada um; destrói os instintos naturais de autoproteção, autovalorização e autorrealização; conspira contra os valores da liberdade; conspira contra a sociedade de mercado; impõe um viés socialista e baseado em uma psicologia vitimista para leitura do mundo; ignora a vontade pessoal ao impor um visão racionalista das coisas; tem um currículo antipragmático; destrói a inteligência emocional ao promover a manipulação das ações dos estudantes por meio de emoções negativas, como o medo, a dúvida e a culpa; ignora que aprendizagem é apenas meio, pois o que conta na vida é a realização de objetivos pessoais.
O livro propõe uma pedagogia que pense a liberdade como partida e chegada da educação escolar. Centrada no indivíduo, “Pedagogia liberal” traz a importância da valorização do discernimento dele por oposição à doutrinação; da valorização dos instintos de autoproteção, autopreservação e autorrealização por oposição a racionalismos que destroem a coragem, a vontade e o desejo de busca da felicidade; marca que os verdadeiros educadores e ministros da educação são os pais; que a escola deve ser "mínima" ou não intervencionista, no sentido de se limitar aos conteúdos para o trabalho e a vida em sociedade, ao invés de se intrometer em temas de foro íntimo ou familiar; traz a necessidade de um viés liberal para a leitura de mundo; chama a atenção para a importância de um currículo pragmático; para a importância de uma educação para os direitos naturais, para a liberdade, para a autoafetividade, para o sentido de realização pessoal, em que aprender seja apenas meio, de forma que o fim seja realizar objetivos pessoais de vida.
Os temas debatidos dentro da escola pública do país são orientados por um viés ideológico socialista marxista, por uma Psicologia vitimista e por uma abordagem politicamente correta, decorrendo daí uma doutrinação de ideias contrárias à liberdade, com a fomentação de pensamentos que desrespeitam valores individuais e que apresentam uma visão negativa de conceitos e de fatos históricos que foram positivos para a humanidade, como, por exemplo, o Capitalismo e a Revolução Industrial. Esses temas são abordados por meio de um discurso de total ignorância ao autoempodeiramento e à autorresponsabilidade do indivíduo, condicionantes necessárias à realização da sua vocação emancipatória.
Faz-se necessária uma reflexão dessas discussões sob uma ótica liberal, bem como por meio de uma Psicologia da autorresponsabilidade, além de um tratamento politicamente incorreto, para equilibrar o debate de forma a mostrar o outro lado dessas questões: as pessoas nascem com direitos sociais? Se o senso crítico pregado pela escola incute conspiração contra os valores capitalistas, por que não chamá-lo de senso socialista ou senso marxista? Por que as pessoas criticam a Revolução Industrial, mas não abrem mão do conforto que ela propiciou? Por que tanta gente acha que socialização é manter um espírito coletivo, quando muitos se sentem bem “solitários” no lugar em que estão? Por que as pessoas detestam os políticos, mas querem o Estado para garantir, por exemplo, a inclusão social, ao invés de defender que cada um seja responsável por incluir-se a si mesmo? Por que os representantes dos Direitos Humanos nunca estão do lado da família do cidadão de bem, trabalhador, que sofreu a violência, mas de quem cometeu crime contra ele?
Mostro também que os liberais correm riscos diários de cair na armadilha dos socialistas quando se deixam levar pelo raciocínio coletivista de tentar encontrar solução para problemas gerais, como, por exemplo, a questão da desigualdade social, quando deveriam ficar firmes em que cada um precisa assumir a responsabilidade por si, caso contrário, estaremos criando a velha armadilha da necessidade do Estado intervencionista que ameaçará as liberdades.
Além disso, demonstro, de forma também politicamente incorreta, que equidade é a igualdade marxista com nova roupagem; que todo defensor das minorias é contra o indivíduo como pessoa; que os temas ambientais são enviesados por um ecofundamentalismo; que sexualidade é foro pessoal, não matéria para bancos escolares; que a solidariedade é cobrada de forma ditatorial, anulando seu caráter voluntário; que a tolerância pregada na escola é um atentado aos valores individuais; que a Psicologia vitimista que orienta as discussões na escola produz indivíduos com sentimento de culpa e com tendência ao fracasso, pois nega sua autorresponsabilidade e seu autoempodeiramento, que são condicionantes necessários para levá-los a perceber o quanto são capazes de viver suas vidas e que são vocacionados à emancipação.
Finalmente, faço uma discussão sobre o Capitalismo de livre mercado por oposição a suas práticas bizarras, caracterizadas por um capitalismo estatal intervencionista e praticado ora pela direita oligárquica ora pela esquerda, ambas populistas. Toco em temas como a responsabilidade social e o voluntariado, que chamo de espinhos colocados na pele dos capitalistas e das pessoas comuns para incutir-lhes culpa, a fim de levá-los à servidão. Procuro desconstruir uma verdade aceita que é o bem comum, chamando atenção para o fato de que o bem verdadeiro é o que nasce do interesse pessoal, do qual o bem comum deve ser consequência natural, não um fim a que se deva buscar. Discuto uma oposição que acho das mais importantes, que é o discernimento versus o ensinamento, destacando o quanto o primeiro é prejudicado pelo segundo, em função de uma educação que ainda acredita que o ser humano é uma tabula rasa...
Faz-se necessária uma reflexão dessas discussões sob uma ótica liberal, bem como por meio de uma Psicologia da autorresponsabilidade, além de um tratamento politicamente incorreto, para equilibrar o debate de forma a mostrar o outro lado dessas questões: as pessoas nascem com direitos sociais? Se o senso crítico pregado pela escola incute conspiração contra os valores capitalistas, por que não chamá-lo de senso socialista ou senso marxista? Por que as pessoas criticam a Revolução Industrial, mas não abrem mão do conforto que ela propiciou? Por que tanta gente acha que socialização é manter um espírito coletivo, quando muitos se sentem bem “solitários” no lugar em que estão? Por que as pessoas detestam os políticos, mas querem o Estado para garantir, por exemplo, a inclusão social, ao invés de defender que cada um seja responsável por incluir-se a si mesmo? Por que os representantes dos Direitos Humanos nunca estão do lado da família do cidadão de bem, trabalhador, que sofreu a violência, mas de quem cometeu crime contra ele?
Mostro também que os liberais correm riscos diários de cair na armadilha dos socialistas quando se deixam levar pelo raciocínio coletivista de tentar encontrar solução para problemas gerais, como, por exemplo, a questão da desigualdade social, quando deveriam ficar firmes em que cada um precisa assumir a responsabilidade por si, caso contrário, estaremos criando a velha armadilha da necessidade do Estado intervencionista que ameaçará as liberdades.
Além disso, demonstro, de forma também politicamente incorreta, que equidade é a igualdade marxista com nova roupagem; que todo defensor das minorias é contra o indivíduo como pessoa; que os temas ambientais são enviesados por um ecofundamentalismo; que sexualidade é foro pessoal, não matéria para bancos escolares; que a solidariedade é cobrada de forma ditatorial, anulando seu caráter voluntário; que a tolerância pregada na escola é um atentado aos valores individuais; que a Psicologia vitimista que orienta as discussões na escola produz indivíduos com sentimento de culpa e com tendência ao fracasso, pois nega sua autorresponsabilidade e seu autoempodeiramento, que são condicionantes necessários para levá-los a perceber o quanto são capazes de viver suas vidas e que são vocacionados à emancipação.
Finalmente, faço uma discussão sobre o Capitalismo de livre mercado por oposição a suas práticas bizarras, caracterizadas por um capitalismo estatal intervencionista e praticado ora pela direita oligárquica ora pela esquerda, ambas populistas. Toco em temas como a responsabilidade social e o voluntariado, que chamo de espinhos colocados na pele dos capitalistas e das pessoas comuns para incutir-lhes culpa, a fim de levá-los à servidão. Procuro desconstruir uma verdade aceita que é o bem comum, chamando atenção para o fato de que o bem verdadeiro é o que nasce do interesse pessoal, do qual o bem comum deve ser consequência natural, não um fim a que se deva buscar. Discuto uma oposição que acho das mais importantes, que é o discernimento versus o ensinamento, destacando o quanto o primeiro é prejudicado pelo segundo, em função de uma educação que ainda acredita que o ser humano é uma tabula rasa...
Uma escola orientada por valores liberais, ao estimular a individualidade e a autorresponsabilidade, pode devolver a muitos estudantes que têm projetos pessoais de vida a confiança necessária para se perceberem como donos do próprio destino e livres de qualquer dogma de autossacrifício, para realizarem seus objetivos de vida.
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As ideias de Paulo Freire doutrinam professores e estudantes há décadas e são tidas como o que há de excelência em Educação. A sociedade brasileira jamais se importou, por exemplo, com o fato de que o pensamento freiriano, da forma como trata o tema da opressão, e por basear-se na admiração de líderes socialistas e nas ideias marxistas, estimula o ódio aos ricos, à riqueza, às liberdades individuais e à propriedade privada, tratando o indivíduo como vítima do processo histórico, e não como alguém capaz de construir o próprio destino.
O discurso freiriano, presente na “Pedagogia do oprimido”, encanta o ingênuo e o sem esclarecimento, no que tange ao tratamento dado à opressão sofrida pelo indivíduo sob a tutela do Estado mercantilista, intervencionista e oligárquico, como o que temos historicamente no Brasil. Embora a crítica a esse Estado seja correta, já que ele é realmente um ente controlador e inimigo da liberdade e do crescimento pessoal, a solução apontada é pior do que a atual, pois a saída —, que poderia advir com uma proposta de um Estado liberal, que aceitasse o indivíduo como o governo da própria vida e o agente mais interessado e capacitado a atender às próprias necessidades ou, ainda, com a defesa do fim do Estado e a garantia de livre mercado e de relações espontâneas entre as pessoas (anarcocapitalismo) —, é defendida por Freire por meio de uma Revolução, a partir da escola, para levar à construção de um novo Estado, o Socialista, baseado nas experiências soviética, cubana e nas ideias de Marx. E sua “Pedagogia da autonomia” vai pelo mesmo caminho, pois, por detrás da evocação da independência como condição humana a ser alcançada, revela um nítido interesse de que o estudante use esse qualificador como práxis para lutar como um ativista político em defesa da justiça social, numa clara transgressão do que seja a autonomia como o direito de governar-se a si mesmo com plena liberdade de buscar a realização individual.
Creio que a orientação da Educação baseada em pedagogias como esta é um atentado contra a subjetividade e o individualismo de muitos estudantes interessados em empreender, em trabalhar em uma profissão ou simplesmente em viver alienado desse esquerdismo hegemônico.
A proposta deste livro é continuar a discussão já iniciada em "Guia Politicamente Incorreto sobre o que se Aprende na Escola", o primeiro desta série, apresentando outro lado de opinião que não circula nos ambientes escolares de educação básica nem universitária.
O viés de pedagogia liberal que aqui é proposto coloca o indivíduo como agente do próprio destino e como o responsável por dar a si o melhor da vida, a fim de que ele pare de esperar que circunstâncias sejam construídas por meio de lutas políticas ou que o Estado atenda os seus interesses. Por meio da criação de um alterego, um pedagogo liberal, propõe-se um debate com as ideias freirianas, mostrando que há outro jeito de pensar a Educação, em que a liberdade não seja apenas uma palavra retórica e pintada com sofismas ideológicos, mas o princípio e o fim do processo educacional, pois verdadeiramente livre é aquele que possa viver desobrigado de qualquer autossacrifício em prol de causas sociais, como o discurso socialista da igualdade e da “consertação” dos problemas do mundo quer impor, mas com o direito natural de viver um projeto pessoal de vida.
A escola sob a ótica liberal não aceita as intervenções da escola socialista e coletivista de nossos dias, que se impõe contra os valores da família e contra a subjetividade e a liberdade dos estudantes.
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Você acredita que os grandes empreendedores, os inventores e os cientistas é que devem ser admirados como exemplo na escola ao invés de líderes sociais e políticos da História? Acredita que o Capitalismo é que reduziu a pobreza, e não os Prêmios Nobel da Paz? E que foi a Revolução Industrial que reduziu a fome no mundo e acabou com a escravidão, e não a benevolência dos homens? Você cuida primeiro de arrumar o seu quarto antes de pensar em salvar o mundo? Gosta de se expressar de forma espontânea ou aceita um monte de clichês e termos que lhe cobram para que você seja aceito nos grupos? Você tem um projeto pessoal de vida ou um projeto para o mundo? Você gosta de ver as coisas a partir do seu discernimento ou gosta de ver o mundo a partir das ideologias dos outros? Aceita as coisas como elas são e foca seus objetivos de vida ou está o tempo todo atento aos problemas para tornar o mundo um lugar melhor? Acredita que qualidades individuais, como coragem, determinação, autoconfiança, autorrespeito e integridade é que o levarão mais longe na vida ou busca ser um aluno nota dez nas disciplinas curriculares? Sua política de progresso pessoal de vida baseia-se no esforço, na liberdade de criar e no mérito ou você defende políticas compensatórias para grupos ditos minoritários? Você realmente acredita que o ser humano é livre ou aceita qualquer tipo de autossacrifício ou imposição de obrigação social por parte do Estado ou das pessoas sobre você?
Se você se encaixou na primeira premissa de cada pergunta, ótimo. Significa que você faz parte do grupo das pessoas politicamente incorretas quando se trata do que se aprende na escola. Bem-vindo. Acho que esse livro vai dialogar bastante com você.
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Encontre mais dicas e conteúdos para melhorar sua redação
no livro que inspirou a criação do aplicativo:
A menina que odiava redação (2013)
Fazer redação era um tremendo drama para Laura. Por
mais que se esforçasse, os problemas no texto continuavam. A insegurança
dominava e virava angústia. Mas um novo método para aprender redação, que fazia
uso de desenhos e ícones, como os de uma área de trabalho de computadores e
celulares, pôde levá-la do ódio a uma verdadeira paixão por escrever.
Conheça outros livros do autor:
O Vampiro do facebook (2013)
"Vocês nunca me trataram como amigo. Como se sentem agora sem os seus amigos?" E se de repente todos os seus amigos desaparecessem do facebook? Isso aconteceu em um colégio em São Paulo, e Juliana e seus amigos não descansarão até descobrirem quem é o Vampiro do facebook, que também não descansará enquanto não tiver eliminado o seu último amigo...
A história mistura suspense, mistério e drama nos moldes das séries de detetive e traz à tona temas como violência escolar e social, bullying e cyberbullying, relacionamentos sociais e relacionamentos nas redes sociais.
A mulher que decidiu virar o jogo da vida depois dos Trinta (2014)
Por
que Isabelle decidiu ganhar o jogo do amor, do dinheiro, da família e dos
relacionamentos?
Por que Isabelle decidiu ganhar o jogo do amor, do dinheiro, da família e dos relacionamentos?
Isabelle
chegou aos trinta e quatro anos de idade e, apesar de ter vivido boas coisas na
vida, deixou para trás muitas outras coisas por ter se abandonado e por ter
escolhido aceitar ideias que eram contra o seu coração. Ela se encontrava
perdida e não sabia o que queria fazer da própria vida. A única coisa que sabia
era que, agora, queria fazer as coisas de maneira diferente: queria viver de
maneira diferente.
Ela
não queria viver a segunda metade da sua vida da mesma forma. E decidiu que
queria vencer.
O que
a aguardava na Itália que tanto a inspiraria a fortalecer sua confiança em
mudar a sua vida na direção da felicidade?
Versão em espanhol (gratuito)
Versão em inglês (gratuito)
O Fantástico Mundo de Pathos:
um romance da História da literatura (2008)

O
mundo da literatura ocidental abre-se para você - De Homero aos contemporâneos;
toda a História contada por meio de uma trama policial, com resumos
"vivos" e ambientados dos clássicos, curiosidades, as escolas, os
autores, índice remissivo dos termos clássicos da arte e muito mais. O
FANTÁSTICO MUNDO DE PATHOS: romance da História da literatura.
versão impressa
Até que o destino nos separe (1999)
Jonatan acreditava que tudo na vida poderia permanecer estático. Tudo era uma questão de pensar e o tempo congelaria a vida, os sentimentos, os relacionamentos e qualquer outra coisa. Mas quando retornou da guerra poria à prova essas crenças e teria de saber suportar as muitas surpresas que o aguardavam.
versão impressa
Quando as palavras são importantes (1999)
Uma noite, uma fogueira, uma família e algumas palavras. era tudo o de que um homem precisava para recuperar a autoestima perdida por algumas fatalidades vividas. José é um mendigo que conquistou a simpatia de uma família de classe média e se transformou em um homem que jamais aprendera a conhecer.
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